Por: Catharina Schoene
Com apenas um disco oficial, os Sex Pistols conseguiram
colocar seu nome na história do rock n' roll como uma das bandas mais
influentes de todos os tempos. A rebeldia, os ataques diretos a tudo e todos, a
irreverência e a mistura de dois personagens muito carismáticos, sem dúvida,
ajudaram nisso.
Formados pelo empresário Malcolm McLaren em 1975, os Pistols
eram originalmente Johnny Rotten (vocal), Steve Jones (guitarra), Glen Matlock
(baixo) e Paul Cook (bateria).
Apesar de ser o melhor músico do grupo, Matlock foi expulso antes das gravações de Never Mind the Bollocks por gostar dos Beatles e por suas constantes brigas com o vocalista; e substituído pelo melhor amigo de Rotten, John Ritchie, mais conhecido como Sid Vicious, que não sabia tocar uma nota.
Apesar de ser o melhor músico do grupo, Matlock foi expulso antes das gravações de Never Mind the Bollocks por gostar dos Beatles e por suas constantes brigas com o vocalista; e substituído pelo melhor amigo de Rotten, John Ritchie, mais conhecido como Sid Vicious, que não sabia tocar uma nota.
O fato de Vicious não saber tocar gera uma fama negativa
para a banda, já que muitos dizem que nenhum deles sabe. Mas é necessário
mencionar que, em termos de punk rock, Steve Jones é muito melhor na guitarra
do que outros músicos consagrados do gênero, como Johnny Ramone, o que pode ser
verificado pelos solos de guitarra do disco, como em Anarchy in the UK, God Save the Queen e o simples, porém eficaz, riff de Pretty Vacant.
Never Mind The
Bollocks inicia com Holidays in the Sun e seus passos de
marcha, que logo no início apresentam a ferocidade a que os ouvintes serão
submetidos nos 38 minutos subsequentes, representada principalmente nas letras,
e a música serve como reforço para tal sentimento.
A agressividade é contra tudo e todos: o governo inglês, a
Rainha, a sociedade conservadora e contra eles próprios. Bodies
conta a história de uma garota que fez um aborto sem assumir posição nenhuma a
respeito do tema. God Save The Queen, lançada exatamente no dia do
Jubileu da atual monarca Elizabeth II e que acabou proibindo a banda de tocar
sob o solo de propriedade dela (eles acabaram fazendo um show em um barco e
sendo presos ao desembarcar), é uma das músicas mais famosas da banda e também
uma das mais raivosas, que representa, no fundo,todo o desprezo do álbum.
EMI ataca a gravadora A&M (que os expulsou
por falarem palavrões na televisão); Seventeen assume o estilo de
vida niilista deles, assim como Pretty Vacant. O grito mais famoso
do álbum, Anarchy in the UK, é pura provocação, e reza a lenda que
era a única música que Sid Vicious sabia tocar (todas as linhas de baixo do disco foram
gravadas por Steve Jones, tocando as músicas uma oitava abaixo do normal em sua
guitarra).
Todas as melodias são muito influenciadas pelos Kinks e
Animals, bastante simples e passando toda a mensagem necessária. É um álbum
muito agradável de se escutar para aqueles com ouvidos não muito sensíveis à
desordem, e uma verdadeira aula de como fazer rock n' roll de qualidade sem
saber direito como. Clássico com C maiúsculo.
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