quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Guns N' Roses - Appetite for Destruction

O hard rock farofa americano perdia cada vez mais espaço para as máquinas do electropop europeu. Seria o pop mais prestigiado que o rock? Tudo indicava que sim. Porém, em 1987 uma banda lançou seu debut álbum e mudou isso.

Com um visual similar ao das bandas da geração Bon Jovi e Mötley Crüe, o Guns N’ Roses se diferenciava desses grupos por fazer um som agressivo, raivoso. Sem contar as letras cheias de obscenidades.

Na verdade, no ano de lançamento de Appetite for Destruction, o disco não fez tanto sucesso assim. Foi só no ano seguinte, quando a banda começou a abrir shows para outros grandes nomes do rock como o Aerosmith, que o grupo liderado por Axl Rose começou a se popularizar.

A primeira faixa já é uma pedrada na cara: Welcome to the Jungle. Diferentemente das outras bandas da época, que quase sempre procuravam basear suas letras em desilusões amorosas, o Guns N’ Roses estava mais preocupado em escrever sobre a realidade em que os membros da banda viviam.

Desde o início, até My Michelle, as músicas seguem quase numa mesma temática. Só variam o jeito com que cada uma soa. Out Ta Get Me, por exemplo, tem uma levada que lembra bastante algumas coisas dos Rolling Stones.

Ainda seguindo a linha do disco, It’s So Easy é rápida e suja, porém, a influência na composição dessa faixa vem de outro lado, o das bandas punks dos anos 70, cujo maior entusiasta do estilo no grupo era o baixista Duff McKagan, autor da faixa.

Embora o Guns N’ Roses tenha procurado colocar um pouco de cada uma de suas influências em seu primeiro disco, algumas faixas são absolutamente naturais deles. Ou seja, daquelas que você não imagina outra banda fazendo. Os melhores exemplos disso são a excelente Nightrain, onde acontece até um duelo de guitarras entre Izzy Stradlin e Slash e claro, o megahit Paradise City.

E como é de costume, todo grande disco de rock tem que ter uma de suas baladinhas. E então eis que temos um dos riffs de guitarra mais clássicos da história do rock n’ roll: Sweet Child o’ Mine. E pasme você, mas essa música surgiu de forma despretensiosa – a partir de o que Slash classificava como “um exercício idiota”.

Mas apesar de muito se falar em Slash, a grande veia criativa do disco está na dupla Rose/Stradlin. Aliás, o guitarrista base do grupo pode ser classificado definitivamente como um hit-maker, não só a notar por esse disco, mas também pelos posteriores lançados pela banda, como Lies (1988) e o duplo Use Your Illusion (1991).

Para se ter uma ideia do impacto que Appetite for Destruction causou no mundo da música na época que foi lançado, logo de cara a banda se tornou o inimigo público numero 1 dos Estados Unidos. O clipe de It’s So Easy foi censurado. A capa do disco foi censurada em alguns países e teve de ser trocada. E sem deixar de mencionar, que salvou o velho rock n’ roll de ser massacrado pela ótima música eletrônica européia.

Aliás, seria desnecessário dizer que é um disco conceitual e definitivo do rock n’ roll; e inclusive, se você ainda não o ouviu, está perdendo tempo, pois Axl Rose nunca mais vai proporcionar outra obra-prima dessas ao mundo do rock.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Supergrass - I Should Coco

Em 1995 o Supergrass lançou seu primeiro disco, intitulado I Should Coco, justamente no auge da batalha do britpop entre Oasis e Blur. E logo de cara o disco já deu a banda o seu maior hit: Alright

Você provavelmente deve ter ouvido. E mesmo que tenha sido assistindo As Patricinhas de Berverly Hills, ainda tá valendo.

Pois bem; o conceito de britpop pode ser dividido entre a parte séria, como o já citado Oasis, o The Verve e o Stereophonics e na contramão disso tem a parte divertida, de bandas como o também já citado Blur, o próprio Supergrass, e os herdeiros desse legado, como o Kaiser Chiefs.

Ao apertar o play no álbum, a primeira faixa é I'd Like To Know, que basicamente dita não só o ritmo desse álbum, mas pelo menos dos três primeiros discos da banda. Na sequência, Caught By The Fuzz segue a mesma linha. Basicamente, ela vai remeter à coisas do Blur entre 1991 e 1994.

Aliás, sobre fazer lembrar a banda de Damon Albarn e Graham Coxon, Mansize Rooster chega a ser um deboche. A melodia do piano lembra ligeiramente Sing (Leisure, 1991).

E finalmente, chegamos à melhor música do disco. Pode até parecer atitude de poser dizer que ela é de a música que mais se destaca, mas sem sombra de dúvidas, Alright é um dos hinos da parcela feliz dos jovens dos anos 90.

Lose It e Lenny mostram um lado mais pegado, quase punk, buscando influência nos anos 60 também, na batida insana do Kinks e em algumas coisas do The Who, por exemplo.

Strange Ones também é bem divertida, cantada em coro pelos integrantes da banda. Se existe alguma outra banda que possa servir de referência, não pra comparação, mas para que haja certo entendimento dessa faixa, é o Weezer. Inclusive, a voz do Gaz Coombes se assemelha bastante com a de Rivers Cuomo nessa faixa.

Sitting Up Straight começa aparentemente séria, com um piano bastante intimista. Mas aí entram as guitarras e a coisa logo muda de figura. Aliás, algo a ser destacado é que os versos do começo soam de modo quase country.

E ainda falando em faixas que parecem sérias em um primeiro momento, temos a ótima She's So Loose. Ela vem carregada com um violão e bateria. Inclusive, dá até pra dizer que trata-se de um caso de plágio, de Dream Attack (New Order – Technique, 1989)

Aliás, o modo como Coombes canta nessa faixa é algo a ser ressaltado também. Pra tentar explicar isso, podemos dizer que ele faz parte de uma seleta lista de vocalistas que cantam de modo debochado, assim como o supramencionado Damon Albarn (Blur, Gorillaz) e Johnny Rotten (Sex Pistols, Public Image Ltd).

A seguir, temos Time, que é de longe a faixa mais rock n' roll, no sentido mais puro da expressão. Aqui, Gaz Coombes e seus companheiros também bebem da fonte dos anos 60, mas nesse caso puxando pro lado mais Beatle e Stone da coisa.

Fechando os trabalhos, temos Time to Go, que em português quer dizer hora de ir. Verdade seja dita, foi um trocadilho safado, porém esperto.

Sintetizando, o disco é muito bom da primeira à última faixa. Pode até se dizer que é um dos pilares não só do britpop mas bem como do rock britânico de modo geral nos últimos 15 ou 20 anos.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Depois do Fim - Além de Sonhos e Histórias

Depois do Fim é uma banda de pop punk formada em São Bernardo do Campo, em 2005.

De lá pra cá, eles tem conseguido bastante respeito na cena underground, além de conseguir números admiráveis na rede, como acessos, downloads e plays no Myspace.

A fórmula não é nova: Junte guitarras gritantes, uma bateria rápida e refrões que sintetizem toda uma angústia adolescente e você terá a Depois do Fim.

A julgar por muitas outras bandas que temos visto ultimamente fazendo esse mesmo tipo de som, pode até parecer batido – e na verdade até é. Mas por outro lado, fazer esses elementos funcionarem bem, já é outra história bem diferente.

Além de Sonhos e Histórias, segundo EP da banda, definitivamente é o que mais agrada; principalmente por seus bons refrões de fácil assimilação e sonoridade com um forte apelo pop.

Em faixas como Canção Pra Te Guardar e Ainda Hoje, a banda se assemelha bastante ao início da carreira do Paramore. Com vocais femininos e um som rápido, mas sem deixar de ser radiofônico, é difícil evitar comparações – mas lembrando que isso não deve ser encarado como algo ruim. Aliás, muito pelo contrário.

Filme B quebra um pouco do ritmo frenético e logo desponta como uma faixa mais ambiciosa, onde é feito o uso de teclados e arranjos mais elaborados.

Outro elemento muito bem utilizado pela banda, que casou perfeitamente com seu som e que com certeza merece um devido destaque, é o revezamento de vocais entre um verso e outro, bastante popularizado no post-hardcore dos americanos do Taking Back Sunday no início da década passada.

Inclusive, a faixa que melhor apresenta esse aspecto de troca de vocais é Clichê, que logo salta aos olhos pela facilidade que enxergamos um hit a nível nacional nela.

E todo esse trabalho tem dado resultado, mais do que os já citados no primeiro parágrafo. Na próxima Terça eles estarão no programa Acesso MTV divulgando o clipe de Nada é Pra Sempre.

Tendo conhecimento disso, é aposta certa pra 2012.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

The Young Veins - Take a Vacation

Quando Ryan Ross e Jon Walker sairam do Panic! at the Disco, muita gente apostava de olhos fechados que eles iriam fazer shows de folk sentados em banquinhos com seus violões.

Pobres apostadores. Ross e Walker montaram com mais alguns músicos um dos projetos mais criativos dos últimos anos, o The Young Veins

Tão logo eles anunciaram a formação da nova banda, já lançaram um disco chamado Take a Vacation, cuja faixa que dá nome ao disco é uma das melhores do álbum.

E já no primeiro acorde de Change (faixa que abre o álbum), já percebemos que o disco soa como algumas bandas alternativas do fim dos anos 80 e início dos anos 90, algo como Primal Scream, Happy Mondays e até mesmo um pouco de Stone Roses.

O vocal de Ryan, da época do Panic! se comparado aos dias de hoje, não tem nem o que dizer, a evolução de anos luz é gritante. A voz presa da adolescência deu lugar a maturidade e a segurança; que casaram perfeitamente nesse sopro de criatividade alternativa que são as músicas do Young Veins.

O guitarrista Jon Walker, baixista de outrora em sua antiga banda, também tem seu espaço na hora de soltar a voz. E em Maybe I Will, Maybe I Won't ele o faz, e com muita competência, diga-se de passagem.

Além de singles como Everyone But You, outras faixas se destacam pela qualidade absurda que apresentam, tais como Cape Town e Young Veins (Die Tonight).

Já em Dangerous Blues, a banda faz uma espécie de viagem ao passado, com um piano de cabaré e a guitarra ritmada, numa faixa bem sessentista. Uma verdadeira obra-prima. Principalmente se formos comparar com o que vem sendo lançado nos dias de hoje.

Aliás, seria um exercício muito longo apontar as virtudes de cada faixa. Mais fácil é dizer que o disco todo em si é muito bom. É aquele álbum que beira o conceitual, sem pontos fracos, sem buracos.

Mas o mais incrível de Take a Vacation, é que ao mesmo tempo em que ele consegue manter-se firme em uma direção, ele consegue diversificar estilos, o que impede a banda de cair em repetição – como temos visto em muitos trabalhos de outras bandas por aí, que você ouve a primeira faixa; e quando chega à décima, tem a impressão de estar ouvindo a primeira de novo.

Se você ainda não conhece, mas ficou bem curioso em ouvir, é bem possível que você ache o disco pra comprar nas capitais, mas caso você não more em uma, procure fazer o download. A chance de arrependimento é praticamente nula.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Christina Aguilera - Stripped


Com esse álbum lançado em 2002, Christina Aguilera jogou no lixo sua imagem de cantora de teen pop para assumir um estilo musical mais maduro, adotando influências de vários estilos como jazz, R&B, gospel, hip-hop e rock; além de reformular completamente sua imagem, o que causou críticas vindas de pais puritanos.

Começando pela capa do álbum, na qual ela aparece sem blusa, com os cabelos cobrindo os seios e passando pelo clipe do primeiro single, Dirrty – literalmente, safada – onde ela aparece com roupas extremamente provocantes.


Mas Dirrty e o novo visual de Christina causam uma impressão totalmente errada do que realmente é Stripped. É um disco extremamente pessoal, como podemos perceber já na introdução: 

"So here it is, no hype, no glass, no pretense, just me... Stripped". 

E a necessidade de se libertar de algo e ser você mesma é recorrente nas letras, como em Make Over, que tem uma batida deliciosa e nos faz querer gritar o refrão, Cruz (uma música comovente com fortes influências de gospel) e Keep On Singin' My Song.

Há momentos que chegam a lembrar rock, como Fighter (que tem um clipe muito bonito, inclusive); já Infatuation faz uma homenagem às suas raízes latinas; o gospel está de volta em Soar e o hip-hop está presente na feminista Can't Hold Us Down (com participação de Lil' Kim, com quem Aguilera já havia dividido os vocais na regravação de Lady Marmalade, clássico dos anos 70 de Patti LaBelle, para o filme Moulin Rouge) e em Dirrty.

E claro, como ainda se trata de um disco pop, temos as baladas. A mais famosa delas com certeza é Beautiful. Com uma letra motivadora – adjetivo que se pode atribuir a Fighter e Can't Hold Us Down, mas essas duas são feministas, enquanto Beautiful traz uma mensagem que pode ser absorvida por qualquer um com problemas de autoestima, ela passa do choro à revolta. Já I'm Ok toca em um tema bastante profundo: a infância da cantora ao lado de seu pai abusivo.

Mas apesar de tudo isso, Stripped tem dois pontos negativos: Primeiro, é muito longo, tendo a duração de 77 minutos; o que faz com que algumas canções possam ser ignoradas ao ouvir a obra toda. Segundo, o excesso de introduções e interludes: São quatro para 20 faixas.

Mas enfim, isso foi necessário para que Christina exorcizasse seus demônios e conseguisse seguir em frente, o que justifica o título do álbum: Despida, deixando que o mundo olhasse dentro de sua alma.

Dance Para o Rádio (Listas) - Piores covers

Se no post inaugural dessa sessão do blog na semana passada nós tivemos a lista com alguns dos melhores covers já feitos, essa semana a coisa muda um pouco de figura.

E o tema de hoje é justamente o que faz algumas pessoas não gostarem de covers ou versões. É quando um artista decide fazer uma nova versão de uma música e o resultado sai na maioria das vezes desastroso.

Isso quase sempre acontece porque a banda ou o artista resolve dar uma nova roupagem a música. E convenhamos que não é todo mundo que nasceu com o dom de fazer uma versão tão boa quanto a original.

Então, sem mais delongas, vamos a alguns dos piores covers já feitos na música. Divirtam-se.

01 – Absolutamente todos que a Avril Lavigne já fez até hoje.
Encabeçando a nossa lista, temos a cantora canadense Avril Lavigne. É bem verdade que ela é muito bonitinha e isso e aquilo, mas alguém devia proibir definitivamente essa moça de cantar. Como se as suas próprias músicas já não fossem ruins o bastante, volta e meia ela resolve fazer algum cover. Já sofreram na mão dela artistas como System of a Down, Metallica, Green Day, Blink-182 e até mesmo os mitos John Lennon e Bob Dylan.

Se existe alguma explicação para Keith Richards e Mick Jagger ainda não terem passado dessa pra melhor, é a de que eles ainda não ouviram esse disparate. Britney Spears conseguiu a incrível façanha de transformar um clássico do rock em uma música cuja qual não se aguenta ouvir míseros 30 segundos.

Se o Guns N’ Roses sempre acertou a mão ao tocar covers, o mesmo não se pode dizer de quando alguém toca uma música deles. Em 2004 foi lançado um album com várias bandas de hardcore chamado Bring You to Your Knees, onde bandas faziam uma espécie de tributo ao grupo de Axl Rose. É bem verdade que desse disco não se salva nada, mas se houvesse uma competição de pior cover de todos os tempos, a versão do Zombie Apocalypse entraria como forte concorrente.

Não contente em agredir nossos ouvidos diariamente com suas músicas de qualidade duvidosa, onde incluímos o novo projeto dela, Agridoce, a cantora baiana Pitty resolveu ir mais longe, fazendo nossos ouvidos sangrarem ao tocar uma versão bizarra (com o perdão do trocadilho) desse hino do electropop.

Quando Santana lançou o espetacular álbum Supernatural em 1999, ele não esperava que alguns anos depois uma banda destruiria o maior sucesso desse disco de uma forma tão brutal.

Lily Allen é uma boa cantora, tem bons discos e até acerta de vez em quando ao fazer alguns covers ou versões, como em Oh My God (Kaiser Chiefs) e Naive (The Kooks). Mas definitivamente, Everybody’s Changing não foi uma escolha acertada. A música é triste, melódica e Lily deu uma roupagem animadinha para ela e que sem sombra de dúvida, não ficou boa. O mais surpreendente é que o Keane compactuou com isso, tendo tocado essa versão da música com a cantora.

Quando Noel Gallagher afirmou que era feliz por ter vivido tempo suficiente para ouvir a pior banda de todos os tempos referindo-se ao Sum 41, ele teve esse acesso de raiva porque provavelmente deve ter ouvido a versão acústica que o ex-marido de Avril Lavigne fez para uma de suas melhores composições. A propósito, é diversão de casal assassinar músicas alheias?

Tá aí uma versão que faz a gente pensar... Pensar se vale mesmo o comentário sobre um crime desses.

Vocês acharam mesmo que esqueceríamos de crimes musicais de brasileiros contra brasileiros? Jamais! Que o Restart faz um som de gosto muito duvidoso, disso todos nós sabemos. O problema foi quando eles resolveram "homenagear" o grupo de Herbert Vianna. Resumindo a ópera: Vocais sofríveis e instrumental horrendo.

E finalizando a lista, mais uma banda brasileira. E assim como o nosso terceiro colocado, a execução de Back in Black por parte do Detonautas entra forte na disputa de pior cover de todos os tempos. Na música, Tico Santa Cruz enfia uns raps no meio da base, com uma letra super revoltada. – Nota mental: Desativar sensores de ironia.

De resto, mesmo esquema da semana passada. Esqueci alguma? Tem alguma sugestão? Posta aí nos comentários.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Morrissey

Aproveitando o embalo no post de ontem sobre o Smiths, é de bom tom contar como foi que o seu vocalista, Morrissey, conseguiu superar todas as desconfianças e conseguiu ter uma carreira solo de sucesso.

Com o fim da banda, ninguém acreditava que Mozz poderia levar uma carreira solo muito longe. Sobretudo pelo fato de ele não contar mais seu companheiro e braço direito, Johnny Marr

Mas ainda sim, Morrissey continuou escrevendo músicas e pediu auxílio ao produtor Stephen Street, que já havia sido produtor dos SmithsMadonna e que tempos mais tarde veio a produzir trabalhos de Blur, Cranberries e Kaiser Chiefs.

Street então achou um novo guitarrista para trabalhar com Mozz, chamado Vini Reilley. O primeiro single a ser lançado foi Suedehead; e todas as críticas acerca dessa música foram boas.

O primeiro disco solo de Morrissey foi Viva Hate (1988). As vendas desse disco foram muito satisfatórias. Um ano depois, a parceria Mozz & Street acabou. Porém, o vocalista não hesitou em reciclar o fator humano e começou a trabalhar com outras pessoas.

Posteriormente, foi lançado o single Ouija Board, Ouija Board. Porém, a mídia inglesa começou a pegar no pé de Mozz praticamente todos os dias nos famosos tabloides sensacionalistas britânicos (Leia-se: The Sun e Daily Mirror).

A saída foi manter-se afastado e começar os trabalhos em um novo disco. Mas ao invés de vir com um novo disco, Morrissey foi lançando alguns singles. Um deles era November Spawned a Monster. Esse single foi um enorme sucesso e os fãs amaram a música. Como consequência disso tudo, ele provou que podia andar com as próprias pernas.

Morrissey saiu então em uma turnê mundial, que foi muito bem sucedida, diga-se de passagem. Já em 92, ele lançou Your Arsenal. A imprensa mais uma vez aclama o disco. O mesmo ainda foi indicado para um Grammy nos Estados Unidos e se tornou de longe a melhor vendagem de Mozz.

Entretanto, o sossego não viria de maneira definitiva. A música National Front Disco foi interpretada como sendo pró-nacionalista e a mídia pintou Morrissey como racista. Mas como dizem que tudo que está ruim sempre pode piorar, foi o que aconteceu.

Dois amigos íntimos de Mozz morreram e uma biografia chamada Morrissey & Marr – The Severed Alliance chega às lojas. Lendo o livro, a primeira conclusão à que se chega, é que o Smiths acabou por causa da vaidade e do ego de Mozz.

Já em 94, Morrissey lança outro disco aclamado pela crítica especializada, Vauxhall and I. E o single The More You Ignore Me, The Closer I Get bate recordes de vendas.

Morrissey então deixa a EMI e começa a trabalhar com a Island Records. E mais uma vez ele se vê com problemas. Em 97, o ex-baterista dos Smiths, Mike Joyce, processa Morrissey e Johnny Marr por causa de royalties. Com a decisão a favor de Mike, a dupla não teve outra saída a não ser pagar alguns milhões.

Algum tempo depois, Mozz lança outro disco, Maladjusted, com uma música que fala exatamente sobre isso, chamada Sorrow Will Come in the End.

Em 2009, Morrissey mais uma vez lançou um disco bem recebido pela mídia, intitulado Years of Refusal, tinha como carro-chefe o ótimo single I'm Throwing My Arms Around Paris, que alcançou boas posições e teve um número de execuções considerável nos canais especializados em música do mundo inteiro.

E como se não fosse o bastante, ainda no mesmo ano, Mozz foi o pivô de uma polêmica. Ele estava fazendo sua apresentação em um desses festivais de verão na Europa quando sentiu cheiro de carne vindo das barracas de comida. Vegetariano ferrenho que é, disparou: 

"Espero que esse cheiro que eu estou sentindo, seja de carne humana!". 

Após isso, ele deixou o palco alegando que não estava se sentindo muito bem com aquele cheiro. Passado algum tempo, ele retornou ao palco e concluiu seu show.

Morrissey deve desembarcar no Brasil no segundo semestre desse ano para fazer algumas apresentações. Os shows prometem o que Mozz sempre fez desde que está cantando sozinho: Uma viagem ao passado com os clássicos dos Smiths e suas ótimas canções da carreira solo.

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