sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Dance Para o Rádio (Listas) - Os 25 melhores sons da Joy Division

Na semana passada eu meio que resolvi reativar essa sessão do blog, com a intenção de postar toda quinta uma nova lista.

E no último post da sessão, tivemos a lista com os 25 melhores sons do New Order, que como já foi anteriormente dito, de certo modo tem influência inclusive no nome do blog, na verdade porque eles tocam Transmission, que na verdade, é uma música da própria Joy Division.

Hoje, meio que invertendo a ordem natural das coisas, teremos a lista com os 25 melhores sons da Joy Division, que pra quem não sabe, foi o embrião do que veio a ser o New Order após a morte prematura de seu vocalista, Ian Curtis.

Nesse caso, sem mais demoras, vamos à lista dos 20 maiores sons de uma das bandas mais influentes de todos os tempos, a Joy Division. So let's dance to the radio!


A quem não conhece e interessar saber, qualquer registro lançado depois de 1980 é póstumo, dada a já supracitada morte de Ian Curtis

E no final da década de 80 foram lançados dois discos sob o nome de Substance, um do New Order e outro da Joy Division.

Em tempo, lista de quinta sendo postada na sexta, eu sei, eu sei.

domingo, 30 de setembro de 2012

Soft Cell

O Soft Cell foi formado na cidade de Leeds, interior da Inglaterra, em 1980. 

Os estudantes Marc Almond (na verdade, Peter) e Dave Ball e uniram para fazer um som eletrônico de qualidade. Marc seria o vocalista e Dave cuidaria dos teclados.

No mesmo ano, lançaram o EP Mutant Moments, pelo selo Big Frock. Partindo disso, eles conseguem chamar a atenção de outro selo independente, chamado Some Bizzare

O primeiro single seria um verdadeiro marco na história deles, e considerado até os dias de hoje como um verdadeiro clássico.

Estamos falando de Tainted Love, um cover de Gloria Jones, que ficou imortalizado justamente na versão do Soft Cell.

Com isso, conseguem liderar a parada britânica e chegam ao oitavo lugar nos Estados Unidos. O primeiro álbum levaria o nome de Non-Stop Erotic Cabaret, e dele sairiam mais três singles de sucesso na terra de Margareth Tatcher: Bedsitter, Say Hello Wave Goodbye e Torch.

Em 1983 o duo lança The Art of Falling Apart, tendo como carro-chefe o single Soul Inside. É nesta época também que cada um resolve lançar seus trabalhos individuais.

Mas logo no ano seguinte, era a vez de This Last Night in Sodom. Mas após o lançamento deste disco a dupla se separa em definitivo. Dave Ball foi trabalhar como produtor, já Marc Almond, depois de trabalhar sob o nome de Marc and the Mambas, adota o nome de Marc Almond and the Willing Sinners, lançando discos como Vermin in Ermine (1984) e Stories of Johnny (1985).

Em 1991 a dupla voltaria a trabalhar junta mais uma vez para remixar as músicas que fariam parte da coletânia Memorabilia: Singles; e por mais incrível que pareça, vários anos após o lançamento das versões originais, os remixes de Tainted Love e Say Hello Wave Goodbye, colocam o nome do grupo em evidência novamente.

Depois de um longo hiato, dez anos pra ser exato, o duo se reúne e marca algumas datas de uma pequena turnê. No ano seguinte, em 2002, eles lançam um novo disco: Cruelty Without Beauty, que foi muito bem recebido pela crítica especializada, tendo recebido quatro de cinco estrelas na avaliação do AllMusic.

Nos anos posteriores, chegando até os dias de hoje, eles seguiram lançando coletâneas e discos de remixes, além de pequenas turnês.

Os fãs da banda seguem esperando por materiais inéditos, mas aparentemente não há sinal algum de um novo lançamento por parte da dupla.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Dance Para o Rádio (Listas) - Os 25 melhores sons do New Order

Há tempos atrás a ideia era ter pelo menos uma lista por semana, toda quinta-feira, pra ser mais preciso. Mas como nem tudo acontece como o planejado, por uma série de motivos a sessão se tornou algo muito mais ocasional do que semanal.

Em todo caso, visto que nos últimos dias o blog tem sido atualizado quase que diariamente, mesmo que com posts de autoria de terceiros, achei que seria legal ter uma lista hoje, por coincidência, quinta-feira.

A lista de hoje traz os vinte e cinco melhores sons de uma das minhas bandas favoritas, e da Catharina também, e que de certo modo, exerce influencia esse blog, inclusive no nome, o New Order.

Dadas as explicações, vamos à lista dos vinte e cinco maiores sons de uma das maiores bandas de electropop e porque não também rock de todos os tempos:

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Bob Dylan - Tempest


Sempre será um desafio pra mim falar do trabalho de Bob Dylan. Conheci o som do bardo, quando já estava com os meus 17 anos, e aos poucos seus discos começaram a fazer parte da minha lista de favoritos e depois finalmente entrando para o meu repertório de músico.

A calmaria que precede a tempestade, essa velha frase, batida e tão simbólica, creio eu que seja a melhor forma para descrever a atmosfera de criação e de composição do último disco da eterna Rolling Stone, Bob Dylan três anos desde os seus dois últimos lançamentos Together Through Life (2009) e Christmas in the Heart (2009)

Dylan ainda mostra competência na arte de se reinventar, arte essa, que acompanhou a carreira deste que já fora considerado o "Judas" da música folk. A relação entre o bardo e a crítica nunca fora muito amigável, muitos críticos não tiveram piedade em surrar Dylan, principalmente durante as suas últimas produções, na fase Jack Frost, acusações de plágio entre outras fortes pancadas rodearam os últimos discos como os trechos do livro Confession of a Yakuza em músicas do Love & Thief (2001) e do Modern Times (2006).

Bem, era óbvio que a resposta a crítica estava por vir, como aquele sujeito que toma uma surra de acordo nas ruas e planeja com cuidado a vingança que está por vir. Não que considere a ideia de que Dylan teria produzido o disco Tempest como uma forma de respostas a toda essa perseguição da crítica. Muito pelo contrário, mas é notável que o disco fala por si só.

Tempest é um disco extremamente denso, capaz de lançar um sujeito, que mesmo não sendo conhecedor da obra de Bob Dylan, a um emaranhado de sentimentos, tão humanos e tão intensos, tarefa árdua no mercado musical atual.

Não vou destrinchar faixa a faixa por aqui, acho que isso, tratando-se de um disco como esse, de natureza tão intimista, tal trabalho merece ser feito pelo próprio ouvinte. Mas durante a minha primeira audição ao Tempest, ficou impossível não destacar a violência de Pay in Blood, a melancolia de Long and Wasted Years, Scarlet Town, a própria Tempest, além de Roll on John, que pra mim bateu de primeira, ao contrário de alguns dos meus amigos Dylanescos. A faixa trata-se da visão de Dylan sobre a sua relação com John Lennon.

Gostaria de deixar aqui dois links muito pertinentes ao disco. O primeiro se trata da entrevista feita pela Rolling Stone com Dylan, onde falaram sobre os discos, críticos, Obama e outras coisas mais: 

O segundo link, trata-se de uma entrevista feita por Márcio Grings da Rádio Gaúcha SM com o jornalista Eduardo Bueno (Peninha). Os dois comentam cada faixa do disco. Vale a pena:
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=417444354969336&set=a.412318425481929.87799.412279838819121&type=1&theater

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Em tempo, se vocês não conhecem o trabalho do Antônio, autor do texto acima, muito influenciado pelo Bob Dylan, diga-se de passagem; sugiro que confiram os links abaixo:


Dance Para o Rádio: Antônio Altvater - Medo da Cidade
Dance Para o Rádio (Entrevistas) - Antônio Altvater
Sessão Sonora

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Muse - The 2nd Law

Logo na primeira faixa de The 2nd Law, o mais novo trabalho do Muse, se nota que definitivamente será mais um grande disco produzido pela banda. E sem sombra de dúvida é.

Embora ao longo do tempo tenha sido pregado que o Muse nada mais era do que uma espécie de substituto natural do Radiohead, esse novo trabalho vem não só para contestar isso, como também para derrubar essa tese.

Em Supremacy, faixa que abre o álbum, a pretensão e a grandiosidade trazida em cada acorde, cada arranjo e cada verso cantado por Matt Bellamy mostra que a banda pretende, pode, e deverá ser - a seu modo, o substituto natural do Queen.

O baixo cheio de efeitos de Chris Wolstenholme nessa faixa casa perfeitamente com a sequência orquestral e a bateria de Dominic Howard levada num toque de caixa militar.

O Muse sempre se mostrou uma banda experimental. Flertar com outros estilos além do rock convencional com a trinca guitarra, baixo e bateria sempre foi uma especialidade do grupo de Teingmouth.

Levando isso em conta, nota-se que o pop tem um espaço bastate significativo no disco. Madness e Follow Me aparecem como uma espécie de dream-pop, embora a primeira procure diminuir o baque da inquietude da faixa inicial e a segunda traga uma proposta mais dançante, quase um pop europeu do fim dos anos 90. 

Panic Station por sua vez, faz lembrar Michael Jackson em seus tempos áureos de Thriller (1983) e Bad (1987). Nessa faixa deliciosamente dançante, a guitarra ritmada junto com o baixo em slap ao melhor estilo funk rock, mostra que a banda tem plenas condições de se aventurar em outras vertentes.

Em Survival a banda volta aos pianos, com Bellamy se aventurando por dois ou três tipos de vozes, intercalados com solos de guitarra ao melhor estilo Brian May, implicando em uma musicalidade verbal e uma expressividade harmoniosa e melódica que traduzem na cadência rítmica e principalmente em sua letra, o individualismo em contínua exaltação. Ironicamente, foi a música tema dos Jogos Olímpicos de Londres, onde exalta-se o espírito da esportividade e da coletividade.

Outro aspecto destacável nesse álbum é o fato de Wolstenholme cantar não apenas uma, mas sim duas faixas. Save Me e Liquid State, onde ele procura expor algumas das dificuldades pelas quais ele passou na vida, sobretudo o do vício no álcool.

Aliás, sobre a segunda, podemos até dizer que a banda foi buscar um pouco do referencial na composição desta no hard rock americano do final dos anos 80. As guitarras fazem lembrar bastante alguns sons do Mötley Crüe.

E chegando no final do disco, quando se imagina que o Muse não pode mais surpreender, vem a primeira The 2nd Law, que mistura orquestra com sons que serviriam de trilha sonora de Star Wars, até que então... electropop alemão. Vocais robóticos e sons eletrônicos tirados da guitarra conduzem a faixa que sem sombra de dúvida tem muita influência do Kraftwerk.

A segunda parte de 2nd Law, que fecha o disco por definitivo, aposta na tranquilidade. Levada em um piano solene, ela aparece como se tivesse a intenção de fazer com que o ouvinte recuperasse o fôlego depois de um disco absolutamente implacável, emotivo e que foge totalmente da convencionalidade, até mesmo para o Muse.

Ao final do disco, ficam algumas certezas: Primeira, o Muse é definitivamente uma das maiores bandas do mundo na atualidade. É difícil imaginar uma banda em um nível tão elevado quanto o deles. Segunda, o Radiohead ficou para trás, ficou pequeno. Terceira, mesmo com uma sequência de ótimos discos, começando com Absolution (2003), passando por Black Holes and Revelations (2006) até chegar em Resistance (2009), The 2nd Law é definitivamente o melhor disco da carreira da banda até então.

domingo, 23 de setembro de 2012

Depeche Mode

A trajetória do Depeche Mode se inicia no começo dos anos 80, quando Martin Gore convida Andrew Fletcher e Vince Clarke para formar um grupo. Ainda no mesmo ano, David Gahan entra para assumir os vocais.

Depois de uma participação em uma coletânea, o single Just Can't Get Enough invade as pistas de dança de todo mundo. Vince deixa o grupo antes mesmo do lançamento do primeiro disco, Speak and Spell (1981).

Aliás, uma curiosidade é o fato de Clarke ter deixado o grupo por não "gostar" do sucesso. Ironicamente, ele fez muito sucesso em seus projetos posteriores, Yazoo e Erasure.

Como trio, o grupo lança A Broken Frame (1982) e partem para uma tour pelos Estados Unidos. No ano seguinte, entra Alan Wildner e logo já lançam o terceiro disco, Construction Time Again (1983).

Em 1986, eles gravam Black Celebration no Hansa Studios em Berlin. O primeiro single do novo trabalho é Stripped. Na sequência, eles embarcam para sua maior turnê até então. Durante os shows, eles gravaram em Los Angeles o video de Question of Time.

E 1987 mal começa e Martin já conta com várias novas canções demo. A banda então, decide trabalhar com o produtor Dave Bascombe. Desta vez, eles escolhem o estúdio Guillame Tell, em Paris.

O single Strangelove é lançado na primavera e dava a indicação do amadurecimento que se ouviria em Music for the Masses (1987). E conforme a popularidade do Depeche Mode aumentava, mais shows em estádios eram marcados.

Em 1990, a banda se enfia no estúdio onde Music for the Masses havia sido mixado por sete semanas e no final de agosto a banda lança sua obra-prima: Violator. Com hits arrebatadores como Personal Jesus e Enjoy the Silence a boa aceitação do álbum era óbvia. Graças a isso, a banda tocou pela primeira vez no Giants Stadium em Nova York e no Dodgers Stadium em Los Angeles.

Os anos seguintes foram bem menos produtivos e usados mais para uma reflexão pessoal de cada um dos integrantes. Afinal, três dos quatro haviam se tornado pais.

Depois de terem se mudado para a Espanha, em março de 1993 eles lançaram Songs of Faith and Devolution, também gravado na Alemanha. A turnê desse disco foi a maior da banda. Com passagens pelo mundo todo, durou pouco mais de um ano e teve aproximadamente 160 shows.

Quatro anos depois, a banda lança Ultra, com os dois bons singles Barrel of a Gun e It's no Good. Mesmo com a decisão do grupo de não excursionar para divulgar o disco, o mesmo ainda assim atinge níveis satisfatórios de vendas.

Em 2001, um dos discos mais dançantes do Depeche Mode até então é lançado, Exciting. Apesar disso, é considerado pela crítica especializada e até mesmo por muitos fãs como sendo um álbum apático.

Nos anos posteriores, a banda lançou Playing the Angel (2005) e Sounds of the Universe (2009). Este último, tem seu maior hit, Wrong, caracterizado por um estilo sombrio, bem como seu clipe, que causou bastante espanto por mostrar o desespero de um homem que está amarrado dentro de um carro desgovernado.

No geral, o disco foi tão bem que alcançou o número #1 na parada eletrônica da Billboard, deixando para trás nomes como o de Lady GaGa.

Atualmente, há rumores de que a banda deva se reunir em Janeiro para as gravações de um novo trabalho de estúdio para ser lançado ainda no ano que vem. Sendo assim, só resta esperar para ver.

sábado, 22 de setembro de 2012

The Killers - Battle Born

Nem como manchete de jornal serviria mais: "The Killers decepciona e lança disco irregular" de tão velho e batido que isso já soa.

Mas talvez pelo fato de se ter a certeza de que nada pior do que Day & Age (2008) poderia sair, talvez não se criasse tanta expectativa pela redenção do Killers nesse novo trabalho, até mesmo porque não houve.

Em Battle Born, que saiu oficialmente no último dia 18 embora já tivesse vazado há quase um mês, novamente a banda de Las Vegas parte na ânsia desesperada de ser o novo U2 - assim como o Coldplay - e vai se perdendo cada vez mais dentro do que havia se proposto a fazer no início da carreira.

Não que uma banda tenha que fazer exatamente a mesma coisa sempre. A evolução é algo natural na música, mas nunca se deve fugir das origens. As pessoas gostam de identificar uma banda ouvindo um simples acorde na guitarra ou como um efeito é colocado no baixo.

Mas em todo caso, nota-se em Battle Born que nada sobrou do seu antecessor. Quando a banda vai buscar referências em si própria, acaba chegando na maior parte do tempo em Sam's Town (2006), como logo na faixa que abre o disco, Flesh and Bone, que curiosamente faz, de certo modo, lembrarmo-nos de Bones.

Na sequência, aparece o primeiro single do disco, que como é de se supor, tem a pretensão de ser hit. E vai ficar só na pretensão. Runaways é a prova de que o Killers não empolga mais como antigamente. Aliás, não empolga pelo menos na maior parte do tempo, mas não significa que o disco não tenha bons momentos.

Prova disso é A Matter of Time, que é indiscutivelmente a melhor faixa do álbum. Pra quem ouve o disco pela primeira vez, fica difícil imaginar alguma coisa melhor do que ela dentro do apanhado. E quem pensa assim não poderia estar mais certo.

Em Deadlines and Commitments a banda flerta com o progressivo. Coisa que não haviam experimentado até então na carreira. Apesar da estranheza da mistura, dá pra se dizer que o resultado é satisfatório. Em tempo, não dá pra não linkar a ponte do baixo e o ritmo da bateria quase lá pela altura dos três minutos com Another Brick in the Wall.

The Rising Tide é mais uma das que a banda volta pra Sam's Town e consegue arrancar algum tipo de reação do ouvinte. Dali em diante, e até a voltar em faixas anteriores do disco, nota-se que o Killers vem diminuindo tanto o ritmo ao longo dos anos que daqui um tempo vai acabar parando.

Mais pro final do disco, o Killers vai ainda mais longe no baú de sua obra. Se alguém esperava algum momento de Hot Fuss (2004), ele existe nesse disco. Be Still parece ser fundamentada na última (e pior) faixa do debut da banda, Everything Will Be Alright. Ou seja, há um erro de cálculo.

Curiosamente, a faixa que encerra os trabalhos é a que dá nome ao disco. Em todo caso, Battle Born, a faixa, dá um último gás ao disco, na tentativa de cativar quem ouve. Em partes, até consegue, pois ela se mostra boa, embora o esforço pareça meio em vão pelo fato de ser tarde demais.

Em tempo, a versão remix de Flesh and Bone, que aparece como uma das faixas bônus, é melhor que a original. 

E sobre o Killers, há de se dizer, e lamentar, que pra quem começou a década passada como uma das bandas mais promissoras do mundo, acabou se tornando uma das mais chatas.

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