quarta-feira, 4 de abril de 2012

Green Day fará a introdução do Guns N' Roses ao Hall of Fame

Todas as bandas a serem homenageadas no evento já haviam escolhido alguém para fazer o discurso de introdução ao Rock N' Roll Hall of Fame, menos o eternamente atrasado Guns N' Roses, que aliás, não deu maiores sinais de que vá haver uma reunião da formação original fazendo uma apresentação como era esperado.

Mas uma das pendências, ao menos, foi resolvida. Finalmente foi definido quem fará a introdução do grupo à cerimônia. Será o grupo de pop-punk Green Day.

Em Fevereiro, o tecladista Dizzy Reed, que está na banda desde 1990, chegou a cravar uma aparição da formação original na cerimônia, inclusive tocando algumas canções. Mas, ao que tudo indica, não será o caso.

O próprio vocalista Axl Rose, que sempre foi colocado como o principal culpado pelo fim da formação clássica, se dispôs a oferecer uma trégua ao guitarrista Slash por uma reunião, mas o guitarrista não pareceu muito animado com a ideia.

O Guns N' Roses será introduzido ao Rock N' Roll Hall of Fame pelos 25 anos de seu primeiro e mais bem sucedido disco, Appetite for Destruction, de 1987. O último disco lançado pela banda, que hoje só conta com seu líder e seu tecladista das formações de outros tempos, foi o eternamente adiado Chinese Democracy, em 2008.

Apesar de toda essa comoção em torno de uma (im)provável reunião da formação original, ao que tudo indica o Guns N' Roses deve lançar novos trabalhos com a atual formação, como foi confirmado pelo guitarrista Ashba e pelo baixista Tommy Stinson.

Veja abaixo a lista completa de quem chamará quem no Rock N' Roll Hall of Fame:

Chris Rock - Red Hot Chili Peppers
Chuck D - Beastie Boys
John Mellencamp - Donovan
ZZ Top - Freddie King
Green Day - Guns N' Roses

terça-feira, 3 de abril de 2012

Rocket Juice and the Moon - Rocket Juice and the Moon

Rocket Juice and the Moon é mais um dos mil projetos de Damon Albarn, frontman do Blur e criador do Gorillaz

Inicialmente, era pra ser um álbum solo, lançado sob esse título, mas logo ele mudou de ideia e decidiu dividir o processo de criação e, por consequência, os créditos do trabalho com mais dois músicos, o lendário baterista Tony Allen, que inclusive chegou a tocar com ele no The Good, the Bad and the Queen e o virtuoso baixista do Red Hot Chili Peppers, Flea.

Por consequência, o nome do projeto acabou se tornando o nome do grupo, bem como deu título ao álbum, como era de se esperar.

Um fato bem interessante a ser destacado, é que a grande maioria das músicas são simplesmente instrumentais. Muitas delas inclusive, chegando a ficar um tempo notável sendo levadas apenas por baixo e bateria. Aliás, instrumentos esses que são o maior destaque do álbum.

Uma das faixas de maior destaque nesse álbum é Poison, que curiosamente é uma das mais normais, em dados momentos soando como coisas já feitas pelo Gorillaz e até mesmo pelo próprio Blur.

Que Damon Albarn teve uma queda por batidas africanas, isso não é segredo pra ninguém desde o lançamento de Think Tank, do Blur em 2003, mas nesse disco, a influência que ele recebe é gritante. Por outro lado, há de se admitir também que há muito de Tony Allen nisso.

O interessante, é que às vezes, mesmo sem perceber, o trio foi muito além da África, como em Chop Up, que se bem analisada, percebemos até umas batidas bem brasileiras, algo que se aproxima bastante do samba.

Embora o disco consiga se fazer notar pela criatividade e pela capacidade de unir elementos tão distintos de gêneros musicais tão diferentes, as faixas em si, categoricamente falando, não chegam a se diferir tanto uma das outras. O que também não quer dizer que sejam todas absolutamente iguais também. É confuso, e pelo fato de ser um disco experimental, torna o fato de tentar explicar isso uma tarefa bastante difícil. Ou seja, só ouvindo para se ter uma noção exata do que se trata.

Mas em todo caso, uma das impressões que se tem, é a de que Albarn, Allen e Flea tentaram até fazer um disco conceito. Se conseguiram, isso só o tempo vai dizer. 

E pra fim de conversa, desde já uma coisa é certa: É um disco absolutamente experimental, ou seja, ou você já tem que ter uma pré-tendência pelo que é diferente, ou então uma cabeça musical bem aberta. Ou as duas coisas.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Reestreia do Pânico - A volta dos que não foram

Muito se falou, muito se especulou e principalmente, muito se esperou pela (re)estreia do Pânico, agora na Band

Como ontem era primeiro de Abril, já era de se esperar que alguém dissesse que o programa não iria ao ar. Piadinha óbvia, mas tudo bem, passa.

Em outro ponto, volta e meia eles davam um jeito de fazer alguma referência à sua antiga casa e a sua situação financeira, inclusive, não fazendo muita cerimônia para falar de salários. Um tapa na cara. Com luva de pelica. 

Aliás, sobraram alfinetadas até pra gente veterana da própria emissora, como no caso, o CQC, com uma imitação retardada (e por esse motivo, fiel) do sem graça Marco Luque.

Um dos destaques positivos do programa de ontem foram algumas imitações novas, como a de Bóris Casoy feita por Carioca, e a de Otávio Mesquita feita pelo novo contratado do programa, o ex-Comédia MTV Guilherme Santana. Aliás, imitações excelentes, diga-se de passagem.

Algo que ficou claro também logo na saída, foi que o Pânico, mesmo introduzindo novos quadros, não pretende desentoar do que costumava ser na RedeTV. E nem precisa, pois a fórmula era boa e vinha funcionando há quase 10 anos, então, por que mudar agora?

É bem verdade também que de uns tempos pra cá, o programa veio perdendo um pouco a mão e se apoiando muito mais no físico cavalar de suas antigas panicats do que propriamente no humor, embora o talento de humoristas como o já citado Carioca e do excelente Eduardo Sterblitch ainda fizessem o programa valer a pena.

Mas nem só de boas imitações e coberturas de festas foi feita a estreia do Pânico na Band. Era de se esperar que de algum modo o programa iria ter peito e bunda. As novas panicats não tiraram as máscaras e o casaco, exceto a já conhecida (e espetacular) Babi Rossi, mas logo de cara o programa já tinha na agulha uma matéria com a cobertura do Spring Break, que embora muitos considerem apelativa (e de fato até é), mas é sem dúvida onde o programa alcança alguns de seus maiores picos de audiência.

Spring Break à parte, há de se afirmar que a estreia do Pânico na Band conseguiu fazer com que o programa fosse engraçado como não era há algum tempo. Vai ver a equipe estava tão empolgada com o novo-velho projeto que teve sopros de inspiração e colocou um programa incrível no ar. 

E por fim, só resta esperar que a atração consiga manter a pegada da estreia e o timing perfeito nos próximos programas, pois, desculpa te informar, Zeca; mas pro Pânico voltar a ser líder de audiência na faixa de horário, é só uma questão de tempo.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Taking Back Sunday - Tell All Your Friends

Muita gente não sabe, mas o Taking Back Sunday é uma banda com muito mais tempo de estrada do que se imagina. 

Prova disso é que no último dia 26 o debut-album da banda, Tell All Your Friends, comemorou dez anos, e é desse álbum que nós vamos saber um pouco mais agora.

O disco foi gravado em dezembro de 2001 e lançado em março de 2002. 

Os trabalhos dele são abertos com uma das músicas mais queridas pelos fãs da banda até os dias de hoje, You Know How I Do; que logo de cara já sintetiza toda a angústia adolescente da época, traduzida em notas agudas e uma pegada absolutamente rápida.

O próximo ponto de destaque é Cute Without the 'E' (Cut from the Team), cuja qual podemos afirmar ser o maior hit da banda antes de MakeDamnSure (Louder Now, 2006). Como era de se esperar, mais uma vez a banda vem numa pegada frenética do início ao fim da faixa. Aliás, o nome do disco é retirado do refrão dela.

Algo a ser ressaltado no som do Taking Back Sunday e que outras bandas, que até chegaram a ficar mais consagradas do que eles ao longo dos últimos anos, é a divisão de vocais nos versos e até mesmo nos refrões. Inclusive com Adam Lazzara e John Nolan cantando ao mesmo tempo versos diferentes.

A faixa seguinte é There is no 'I' in Team. Julgando pelo título, dá pra dizer que Lazzara ou Nolan (ou os dois) estavam com algum problema de exclusão, pela repetição dessa ideia de "fui cortado do grupo" em suas composições.

Pelo começo, Great Romances of the 20th Century chega a dar a impressão de que o disco vai diminuir o ritmo. Ledo engano. Não só o ritmo, bem como a temática do disco mantêm-se firme e forte. Por outro lado, podemos dizer que o mesmo não se aplica à Ghost Man on Third, onde o ritmo é ligeiramente quebrado. Porém, a presença dos vocais gritados ainda é marcante.

Além do bom trabalho feito por John Nolan como segundo vocalista, destaca-se também o seu trabalho na guitarra, que embora não apresente nada virtuoso ou esplendoroso em termos de técnica (como veio a ser com seu substituto Fred Mascherino dois anos depois), mas Nolan limita-se a fazer apenas o que domina. E por consequência, não peca em nenhum momento.

Aliás, o mesmo pode se afirmar de Eddie Reyes, que tem a missão de fazer a guitarra base. Limita-se a fazer o feijão-com-arroz e se sai muito bem. 

Em tons de fim de disco, You're So Last Summer, que inclusive chegou a ser single, é sem sombra de dúvida a música mais cru e orgânica de todo o álbum. Aliás, algo a ser notado é que de todas as faixas de Tell All Your Friends, o baixo mais presente de Shaun Cooper é nessa faixa.

Falando em baixo, não podiamos deixar de citar o trabalho de Mark O'Connell na bateria. Sem sombra de dúvida, se tem alguém que é diretamente responsável pelo ritmo insano que a banda quis imprimir em seu primeiro disco, foi O'Connell.

O gênero do Taking Back Sunday em Tell All Your Friends e até mesmo em seus discos seguintes foi bastante difundido na década que passou, e inclusive chegou a consagrar outras bandas, que acabaram deixando a banda, que foi um das precursoras do movimento, meio à sombra dessa cena toda.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Oingo Boingo - Boingo

Adivinha quem está de volta... Sentiram a minha falta? Ok, ok. Eu sei que não. 

Sei também que foi muito tempo sem posts novos, mas pretendo mudar isso nos próximos dias. Pois bem, dito isto, vamos ao que interessa.

O Oingo Boingo foi formado em 1972, por Richard Elfman e em 1978 sofreu algumas reformulações por Danny Elfman, irmão de Richard.

Dentre as mudanças, nota-se inclusive a de estilo, passando pro new wave, que estava em desenvolvimento na época.

O álbum que cuja resenha você vai ler em seguida foi o último de estúdio lançado pela banda, em 1994, sendo que a banda se separou definitivamente em 31 de Outubro de 95.

Embora o disco tenha somente onze faixas, é um álbum bem longo, com mais de 73 minutos. Podemos inicialmente considerar o fato de as duas primeiras faixas terem quase 8 minutos de duração, e a terceira, Mary, ter quase 7.

A faixa que abre o disco é Insanity. Que começa de um modo, no mínimo, assustador. Conforme ela começa a tomar forma, nota-se a pegada de new wave, a mesma que tornou a banda famosa, sobretudo nos anos 80.

O que torna a faixa seguinte interessante, que vem com o singelo título de Hey!, são dois elementos imprescindíveis numa banda de rock: Baixo bem marcado e boas guitarras. No refrão tem um slap no baixo e algumas fritadas na guitarra, fazendo lembrar bandas que estavam em ligeira ascenção na época como o Red Hot Chilli Peppers e o Jane's Addiction.

Mary, que vêm na sequência, começa com instrumentos de corda, como cello e violino, fazendo lembrar I Am the Walrus, dos Beatles. A letra, fala sobre uma garota, que óbviamente, se chama Mary; e que não está feliz com a vida que leva e enfim. É basicamente isso.

Can't See vem com um violão solando na introdução faz lembrar o The Who, principalmente de coisas como A Quick One (1966) e Tommy (1969).

Uma das qualidades, não só desse disco, mas do Oingo Boingo de um modo geral, é saber misturar estilos, timbres e elementos diferentes. No caso de Pedestrian Wolves, as guitarras soladas e o baixo com slide no começo lembram os movimentos do rock britânico no fim dos anos 80, como o madchester, misturado em alguns momentos com pegadas de funk rock.

Outro grande destaque desse álbum é Spider, que tem uma levada bem sombria, com um baixo pesado, em alguns momentos, fazendo lembrar o Joy Division.

Mas o momento mais gratificante do disco, é a faixa 9. Uma versão post-punk de I Am the Walrus, dos Beatles, que inclusive chegou a entrar numa das nossas listas como um dos grandes covers já feitos. Eles não quiseram inventar, cantar em um ritmo diferente, mas não fizeram um cover, mas sim uma versão, uma releitura nova pra esse clássico.

Fechando o disco: Change, que tem quase (pasme!) dezesseis minutos de duração. E ao contrário de outras músicas, que terminam aos 4, 5 ou 6 minutos e o resto da faixa e do disco é em silêncio, essa não, são 16 minutos ininterruptos de música, e, diga-se de passagem, de uma boa música.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Damon Albarn

Sem sombra de dúvida, Damon Albarn é um dos caras mais versáteis e criativos da história do rock inglês.

E como hoje é aniversário do cara, resolvi fazer um post com um breve resumo da carreira invejável do homem dos mil projetos.

Dono de uma voz inconfundível, Albarn se tornou mundialmente famoso primeiramente por liderar o Blur, uma das bandas, ou melhor... a banda que deu origem a um dos maiores movimentos da década de 90, o Britpop.

Com o Blur, Damon colocou 7 singles no primeiro lugar das paradas britânicas, tais como: Song 2, Beetlebum, Girls & Boys, Coffee & TV e Parklife (não exatamente nessa ordem). 

Depois do sucesso arrebatador do disco Blur (1997) que fez o mundo inteiro gritar "woo-hoo!", Albarn decidiu se aventurar em outros estilos, o que não era uma surpresa pra ninguém, pois o Blur sempre mostrou sons experimentais e se modificava a cada disco.

Pra ser mais preciso, no ano de 1998, Damon ao lado de Jamie Hewlett que é co-criador da história em quadrinhos Tank Girl, deu início a um dos projetos mais originais da história da música, o Gorillaz, que era uma banda de desenho animado. Albarn dava voz e vida ao personagem 2-D, que era o vocalista do grupo.

Ainda hoje, diz a lenda de que há quem conheça o Gorillaz, mas não conheça Damon Albarn e o seu trabalho anterior. Se isso é verdade ou não, não podemos dizer, mas o fato é que o Gorillaz faturou um Grammy, recebeu mais 5 indicações e levou 5 certificados de platina por seu segundo album, Demon Days (2005).

Tempos depois, Damon possuia material para lançar um disco solo, e assim ele o faria sob o nome de The Good, the Bad and the Queen, mas rapidamente mudou de ideia e acabou montando um supergrupo para tocar o projeto. A banda tem um line-up de respeito, com ninguém menos do que o ex-Clash Paul Simonon no baixo, Simon Tong que tocou no The Verve e no próprio Blur nos anos em que Graham Coxon esteve fora, inclusive, tendo gravado o último disco de inéditas do Blur, Think Tank (2003) e o lendário baterista da banda Fela Ransome Kuti, Tony Allen.

Os singles do disco alcançaram boas posições nas paradas e o disco recebeu boas avaliações da crítica especializada. No mais, quando todos achavam que Damon ia continuar com seus projetos pra lá de diferentes, o que inclui uma ópera para a as Olimpiadas de Pequim em 2008, ele resolve voltar a fazer mais do mesmo.

Reúne-se a seus antigos companheiros e decide ressucitar o Blur, que logo lançou uma coletânea, intitulada Midlife: A Beginners Guide to Blur, que segundo Albarn, é um guia para as pessoas mais novas, e que diz algo como: "Hey, nós somos o Blur!"

Em 2009 então, depois de seis anos separados, o Blur volta no maior festival ao ar livre do mundo, o Glastonbury, o mesmo festival que consagrou a banda quase uma década antes. Ainda no mesmo ano, a banda lançou um disco ao vivo, o All the People: Blur live at Hyde Park.

Com o Gorillaz, lançou Plastic Beach em 2010, que a exemplo de todos os outros discos do Gorillaz, foi muitíssimo bem recebido pela crítica. E no natal do mesmo ano, Damon já soltou na internet outro trabalho do Gorillaz, The Fall, gravado e mixado em um iPad.

Mas ainda assim, o principal cartão de visitas de Albarn, ainda é o Blur, de onde as pessoas ainda esperam um novo trabalho, ainda mais depois do bom single Fool's Day, de 2009.

E só pra terminar: Feliz aniversário, Damon.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Guns N' Roses - Use Your Illusion

Depois do sucesso arrebatador de Appetite for Destruction (1987) e o êxito com que Patience segurou as vendas de Lies (1988), o Guns N' Roses levou quase quatro anos pra finalmente lançar um material novo.

O baterista Steven Adler estava usando mais drogas do que nunca, e por esse motivo, mal conseguia segurar as próprias baquetas. Resultado: Foi demitido. Pro seu lugar, foi recrutado Matt Sorum, que havia tocado no The Cult.

Em seu terceiro trabalho, já era de se esperar uma maturidade maior no som dos Guns N' Roses em relação aos outros álbuns. Pra ajudar nesse processo de evolução, foi adicionado à banda o tecladista Dizzy Reed.

Mas ainda que a banda tenha se tornado mais ambiciosa, a parte I de Use Your Illusion ainda remete e muito a pegada hard rock que os consagrou em Appetite for Destruction. Inclusive, um bom exemplo disso é logo na faixa que abre o álbum: Right Next Door to Hell.

Mas por outro lado, a banda resolveu investir e até mesmo apostar em outros elementos, que variavam entre os estilos, que iam desde o country, passando pelo blues e até mesmo de música clássica, como na épica November Rain.

Outro ponto positivo de Use Your Illusion, é que pela primeira vez em um disco do Guns, outros membros da banda assumem os vocais. O guitarrista e principal compositor Izzy Stradlin por exemplo, canta na country You Ain't the First, no blues psicodélico Dust N' Bones e na raivosa Double Talkin' Jive, além de assumir as rédeas da guitarra solo em Back off Bitch.

Um dos grandes momentos de Use Your Illusion I, sem dúvida é Bad Obsession. Toda carregada em guitarras distorcidas e acompanhadas de uma gaita, ela soa como algumas das grandes peças do Aerosmith.

Embora o Guns seja reconhecido predominantemente por suas músicas rápidas e por letras que quase sempre fazem referência à sexo ou drogas (ou as duas coisas ao mesmo tempo); reconhecidamente eles também sabem fazer boas baladas. Tanto isso é verdade que uma das faixas que mais sustentou o álbum pelo maior período de tempo possível foi a belíssima Don't Cry - que também aparece em uma versão com letra alternativa em Use Your Illusion II. (ver: Don't Cry - alt. lyrics)

Cada parte do álbum conta também com um cover. Em Use Your Illusion I, a banda fez uma versão ainda mais rápida e explosiva para Live and Let Die, de Sir Paul McCartney.

No disco II, os trabalhos já começam com Civil War, com uma letra carregada de protesto e de metáforas, é a última que conta com a participação do baterista Steven Adler na gravação.

Aliás, uma diferenciação entre as partes I e II, é a capa. A primeira é amarela, com detalhes em vermelho e a segunda, azul. Na época da lançamento de Use Your Illusion a banda chegou a explicar o sentido disso. A ideia era a de que em Use Your Illusion I haveriam músicas mais rápidas, quentes e pesadas, por isso, o amarelo, e no II, músicas mais trabalhadas e serenas, por isso, o azul.

Embora, essa explicação possa ser contestada, pois November Rain, que é toda orquestrada, entra no I e faixas mais rápidas como You Could Be Mine e Shotgun Blues entram no II.

E à exemplo do primeiro disco, algumas coisas se repetem aqui, como o cover, que desta vez é a consagradíssima versão para Knockin' On Heaven's Door, de Bob Dylan. Outro fato a ser destacado, é de mais uma vez outros membros assumirem os vocais principais. Quem solta a voz dessa vez é o baixista Duff McKagan na baladinha So Fine.

Mas sem sombra de dúvida, o grande momento do disco é Estranged. Com um instrumental impecável e letra intransponível, é tida por muitos fãs da banda como a melhor música já escrita por Axl Rose e com um dos solos mais bonitos que Slash já executou.

Mas pra não dizer que Use Your Illusion é um disco impecável, Axl comete um de seus pecados justamente na última faixa, ao enfiar a eletrônica e bizarra My World como faixa de encerramento. Mas fora isso, foi sem sombra de dúvida um dos discos mais fundamentais dos anos 90.

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